Autor: José de Almeida Amaral Júnior
Autor: Pós-Graduado Lato sensu em História: Arte, Patrimônio e Cultura do UNIFAI – Centro Universitário Assunção; mestre em Educação – Políticas pelo Centro Universitário Nove de Julho; especialista em Sociologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP e bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP

Revista Lumen, v. 5, no 9, Jan./Jun. – 2020 – ISSN: 2447-8717

RESUMO
Este artigo aborda a histórica questão cultural da participação feminina na arte, mais especificamente no universo do gênero Choro, considerado a primeira música popular urbana instrumental do Brasil. O recorte para a presente análise foi dado sobre o período que abarca o decênio 1973 – 1983 quando, em 1977, comemorou-se o “Centenário do Choro”. Dada a ocasião e a inédita exposição midiática, tornou- se perceptível quanto o espaço de participação da mulher estava reduzido a breves atuações e, mais que isso, como o fato passou incólume, sem indignações, em meio às discussões saídas dos debates pertinentes à efeméride. O significado simbólico dessa naturalidade, dessa desatenção, quanto à deficiência da presença feminina em meio a uma expressão cultural brasileira, revela como as raízes patriarcais e machistas são determinantes e prejudiciais à liberdade das mulheres em sua atuação artística, profissional e como ser humano.
Palavras-chave: Música popular brasileira. Condição feminina. História social.

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