YARA, Coração de Fogo

Foi publicada por Buschmann e Guimarães. Temos informação desta valsa pela imprensa da época, quando esta noticiou a récita em benefício a Chiquinha Gonzaga no Teatro Recreio Dramático, em 29 de julho de 1885, festa a que tinha direito como autora da música da peça A filha do Guedes. A Semana, de 1º/08/1885, comenta: “A autora tocou em público pela primeira vez, num velho piano, sua valsa Yara. Foi muito aplaudida, e recebeu dos seus muitos admiradores vários mimos de valor, muitos ramalhetes e uma bonita coroa.” O mimo de valor a que se refere a matéria é o famoso broche de ouro com uma pauta musical, contendo as primeiras notas do tema de outra valsa sua, Walkyria, que a maestrina passou a usar como verdadeiro talismã. Foi-lhe oferecido pelos críticos teatrais José do Patrocínio, de Cidade do Rio, Oscar Guanabarino, de O País, Luiz de Castro, do Jornal do Commercio, Ferreira de Araújo, da Gazeta de Notícias, Camarat, e outros. [Este broche encontra-se no Museu da República, no Rio de Janeiro.] Poucos anos depois, em 1891, Chiquinha deu à sua segunda neta, filha de João Gualberto e Ritoca, o nome desta valsa. Foi gravada por Clara Sverner (piano), em 1980.

download das partituras

 

  Parceria Institucional Produção Patrocínio
Lei de Incentivo à Cultura Instituto Moreira Salles Sociedade Brasileira de Autores Integrar Produções Culturais e Eventos EMC Natura Ministério da Cultura