ROMANCE DE AMOR, da ópera cômica CÔRA |
Publicada pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
Composição c. 1891, vendida a Manoel Antônio Guimarães em 24 de março de 1903. Com esse título – Cora –, Chiquinha Gonzaga teria musicado uma ópera cômica em 3 atos de Luís Cândido Furtado Coelho (1831-1900), a qual, no entanto, permaneceu inédita. Do mesmo autor, que era também compositor, pianista, ator, ensaiador e empresário, a maestrina colaborou na comédia De 13 de maio a 15 de novembro, representada no Teatro Lucinda em março de 1890, e no drama Os ciganos, representado também no Lucinda em 1893. Furtado Coelho construiu no Rio de Janeiro o Teatro S. Luís (1870) e o Lucinda (1880). Em 1872 casou-se com a atriz Lucinda Simões. Despediu-se da vida artística, já quase cego, em 1899, no palco do Teatro Santana. Cora foi gravada como romanza por Geraldo Magalhães (voz) com orquestra, em disco Odeon, entre 1904-1907, e como modinha pelo cantor Mário Pinheiro, em disco Victor, entre 1908-1912.
letra de Furtado Coelho
Este amor, este amor
Que eu sinto por ti
Este amor, eu já sei
Que me há de matar
Eu já sei
Ah! Se o não for o mais feliz que vive
se o não for, se o não for, morrerei.
Feliz por te amar, morrerei
Feliz por te amar morrerei
Serás meu, serás meu
Pra sempre serás!
Serás meu, teu amor
Eu sempre serei
Teu amor
Ah! Serei eu quem tu amarás
Serei eu, serei eu
Se o não for, de dor morrerei
de dor morrerei





