NÃO SONHES |
Publicada pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
Composição feita em Lisboa, em 1909, quando a maestrina residia na capital portuguesa. A romanza foi executada em concerto, no dia 27 de abril de 1909, no salão do Conservatório de Lisboa, cantada por Africa Calimerio, uma das primeiras artistas no seu gênero, diz a imprensa, acompanhada na harpa por Maria Silva. A apresentação foi destacada pela crítica e pelo público, que exigiu bis.
letra de Luthegarda de Caires
Dorme e não sonhes,
Que o sonhar é triste
Que o sonhar é triste
Dorme e não sonhes,
Que o sonhar é triste
Sonhos são sonhos,
São recordações,
Saudades vagas.
Mágoas que sentiste…
E ao acordares
Mais desilusões.
Bem basta a vida,
Que já é sonhar.
Crenças de um dia,
Que no outro vão
Amores e crenças,
Fazem-nos chorar
Pra se extiguirem…
Ilusões que são!
De um sonho eu vivo
Dormindo acordado
E é este sonho
Que me faz viver, viver
Doce ilusão
Por mim tão adorada
Doce ilusão
Que nunca hei de perder, perder





