TANGO DA QUITANDEIRA, da revista O ESFOLADO |
Publicado por Manoel Antônio Gomes Guimarães, em 1904, na série Flores da Noite – Cantos em português – Coleção de Romances, Modinhas, etc. Trata-se de música da revista homônima em 3 atos e 11 quadros, apresentada no Teatro Apolo em novembro de 1903, de autoria de Raul Pederneiras (1874-1953) e Vicente Reis (1870-1947). Foi gravado como Tango da quitandeira, por Nina Teixeira (voz), em disco Odeon, entre 1907-1912.
letra de Vicente Reis e Raul Pederneiras
Meu defunto marido o Garcia!
Foi um cabra de Truz na eleição
Brasurura tremenda fazia
Todos tinham do cujo um medão
Se riscava num banho a sardinha
De cacete ou na valha na mão
Tudo ali transformava em farinha
E num frege vira a seção.
Já morreu, há mais quem garanta
Mas na cova não poder pousar
Mas na cova não poder pousar
Pois quando há votação se levanta
O defunto vem sempre votar
O defunto vem sempre votar





