DESGARRADA, da opereta de costumes MANOBRAS DO AMOR |
Publicada pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
Chegou a ser gravada em chapa para impressão e anunciada na série Canções Brasileiras, editada pela própria Chiquinha Gonzaga, mas não consta ter sido publicada. Fazia parte da opereta de costumes homônima em 3 atos, escrita por Osório Duque Estrada (1870-1927), representada no Teatro São José em outubro de 1911. O poeta, jornalista e teatrólogo parceiro da maestrina é o autor dos versos do Hino Nacional Brasileiro. Da opereta, há também no Acervo Digital Chiquinha Gonzaga um fado.
letra de Osório Duque Estrada
1.
(Manoel)
A oliveira bem plantada
Sempre parece oliveira…
A mulher que é bem casada
Sempre parece solteira…
(Coro)
No coração da mulher
Por muito frio que faça
Há sempre calor bastante
Para aquecer a desgraça.
2.
(Rosalina)
Os olhos dos namorados
Tem um certo não sei quê
Que serve de sobrescrito
À carta que se não lê…
(Coro)
No coração da mulher
Por muito frio que faça
Há sempre calor bastante
Para aquecer a desgraça.
3.
(Fernandinho)
Nas ondas do teu cabelo
Vou me deitar a afogar,
Que é para que o mundo saiba
Que há ondas sem ser no mar
(Coro)
No coração da mulher
Por muito frio que faça
Há sempre calor bastante
Para aquecer a desgraça.
4.
(Pacifico)
Eu lhes conto francamente
Eu confesso o que se deu
Quis comer toda esta gente
Mas o comido fui eu!
(Coro)
No coração da mulher
Por muito frio que faça
Há sempre calor bastante
Para aquecer a desgraça.





