TEUS OLHARES |
Publicada pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
A canção parece ter sido composta para a burleta em 3 atos Depois de Forrobodó, de Carlos Bettencourt (1890-1941), representada no Teatro São José em 1913, como modinha de Escandanhas. No ano seguinte ganhou versos de Avelino de Andrade (1866-1937), mas permaneceu inédita. Foi escrita para piano, canto e orquestra: violino A, violino B, clarineta (si b), 1º saxofone alto, 2º saxofone alto, pistom (si b), 1º trombone, 2º trombone e tuba.
letra de Avelino de Andrade
1.
Morena, teus olhares foram setas
Que me feriram n’alma,
Envenenando as minhas horas quietas, Em dor que não se acalma!
2.
Que mal te fiz não sei… Mas não suporto
A cruz da minha pena.
Se amar é crime, em lágrimas te exorto
Perdão, gentil morena!
3.
Bem certo, ao pedestal que te levantas
Não vão as minhas preces…
Subir ao céu não posso, estrela santa,
E à terra tu não desces…
4.
Que importa? Arrastarei por entre abrolhos
A minha dor serena.
Cravadas n’alma as setas de teus olhos
Até morrer, morena!





