O NAMORO |
Publicada por Manoel Antônio Gomes Guimarães, O namoro é apresentada como novidade musical e como cançoneta pela Gazeta de Notícias em 13 de março de 1904. Foi incluída, com outros versos, na revista fantástica em 3 atos, 14 quadros e 2 apoteoses Nu e cru, de Antonio Quintiliano, representada no Teatro Apolo em outubro de 1906. Teve gravação entre 1904, por Barros (voz), em disco Odeon; e por Renato Teixeira (voz) e Maria Teresa Madeira (piano), em 1999.
letra de Frederico de Jesus
1.
Ver-se a moça que se gosta,
Namorá-la com capricho,
Fazer-se com que ela tenha
Pela gente o seu rabicho…
É regalo que embriaga,
É prazer que vem do céu,
Sensação encantadora,
De se tirar o chapéu.
(bis)
Ah!
2.
Receber sua cartinha,
Com promessas de entrevista,
Ter-se a mais plena certeza
De se ter feito a conquista…
É regalo que embriaga,
É prazer que vem do céu,
Sensação encantadora,
De se tirar o chapéu.
(bis)
Ah!
3.
Pedir depois um só beijo,
Com ternura, com amor
E dos lábios nacarados
Sentir a gente o calor…
É regalo que embriaga,
É prazer que vem do céu,
Sensação encantadora,
De se tirar o chapéu.
(bis)
Ah!
4.
Quando a coisa estiver feia
E falar-se em casamento,
Fugir-se então com o corpo
Com finura e com talento…
É regalo que embriaga,
É prazer que vem do céu,
Sensação encantadora,
De se tirar o chapéu.
(bis)
Ah!





