O BEIJO |
Publicada pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
O beijo foi executada no festival artístico de João de Rego Barros em 1914, mas mantida inédita em publicação. Foi escrita também para pequena orquestra, com a designação de ‘canção brasileira’: flauta, clarinete (lá maior), pistom (lá), trombone, violinos, violoncelo, contrabaixo.
letra de J. Brito
Selo de amor, carícia extrema
Que a muitos lábios apetecem
Ele é quem une em doce algema
Dois corações que se estremecem.
Se um coração na adolescência
Se enleva em outro coração,
Juntam-se os dois na mesma essência
O beijo é o traço de união.
Os lábios nunca tudo explicam,
Não dizem tudo, amor ou dó;
Só pelo beijo se unificam
Dois corações numa alma só
Fonte de amor, ninho de graça
Que se concede ou se requer,
O beijo é uma alma que se passa
Pra dentro da alma que mais quer.
É chave d’ouro dizem sábios
Sempre eloquente, sendo mudo
É pelo beijo que dois lábios
Sem dizer nada, dizem tudo.





