Rosamaria Murtinho, musical Ó Abre Alas, 1998

A atriz fala sobre seu trabalho ao interpretar Chiquinha no teatro. Ao telefone conversou conosco e concede com muita atenção e carinho este entrevista onde faz revelações emocionantes.
Por Wandrei Braga, em junho de 2002.

Em 1998, tive a honra de interpretar Chiquinha Gonzaga no teatro, a peça “O Abre Alas” ficou em cartaz dois anos.
Antes de levar a vida de Chiquinha para o palco, fui conhecer onde realmente grande parte dela havia se passado. Fiquei muito emocionada ao tocar a fechadura onde suas mãos havia tocado, assim como seus pertences pessoais, o apartamento, o quarto onde passou seus últimos dias e, ao abrir a janela uma surpresa! A vista para o teatro João Caetano com um grande cartaz da peça, onde eu apareço caracterizada de Chiquinha, fiquei emocionada.
Antes de iniciar cada apresentação eu a chamava dizendo: “Vamos lá, encosta em mim”.

A música que mais me encanta dela é sem dúvida Lua Branca. Além de conhecer e admirar sua história, Chiquinha ainda me deu um grande presente, pelo qual tenho um muito carinho, foi através da maestrina que conheci Edinha Diniz, hoje minha amiga. Rosamaria Murtinho em entrevista excluisva para o site.